
George Harold Harrison, 25/02/1943 – † 29/11/2001

Imagine se você fosse músico, e seu pai fosse Keith Moon, Angus Young ou Freddie Mercury. Ok, desconsideremos a última possibilidade. Nem sempre carregar um sobrenome famoso pode ser uma vantagem. Além da pressão da mídia, vai ter sempre aqueles chatos “será que o talento é herança genética”. Não é o que acontece com o filho do beatle John, Sean Lennon. Filho de John e Yoko Ono (e nascido exatamente no mesmo dia que seu pai) é compositor, escritor, e até no cinema ele já se meteu. Apesar das comparações inevitáveis com os pais, os traços de Sean não negam nem um pouco o quanto de seu pai que carrega consigo. Sean pode não ter o carisma do pai ou a ousadia da mãe, mas com seu álbum solo lançado em 2006 Friendly Fire – que é trilha sonora do filme homônimo em que também atua – e canções avulsas lançadas pelo seu site, chama atenção pelas letras melancólicas entre o violão e baixo que acompanham a voz rouca do mais novo dos Lennons. Sean ainda trabalhou com o guitarrista do The Strokes, Albert Hammond Jr, em seu álbum de estréia, e tem em seu currículo parcerias com Mark Ronson e shows com o mutante Arnaldo Baptista. É bom ficar de olhos – e ouvidos – abertos, porque não há dúvidas de que qualidade, talento e oportunidades não faltam para o rapaz.

Nascia em 1940, em Liverpool, o primeiro filho de Julia Stanley e Alf Lennon. Não são muitas pessoas que permanecem cultivadas pelo tempo, mas John Lennon notoriamente é (e será por muito tempo) uma delas.
Algumas se destacam ao longo de sua existência, mas outras já nascem determinadas a ser alguém que faz, de fato, a diferença. John Winston Lennon é incontestavelmente uma delas. Se cinco tiros não o silenciaram até hoje, não há quem possa contestar sua grandeza como músico, pacifista, e uma brilhante pessoa.
As feridas da infância conturbada, o sucesso com os Beatles, a amizade explosiva com Paul McCartney, o relacionamento autodestrutivo com Yoko Ono, o filho talentoso, o envolvimento com as drogas, a luta pela paz, nada consegue ofuscar o brilho próprio que Lennon passou durante sua vida. Resumir um talentoso guitarrista e compositor como maior ícone da cultura pop é usar um eufemismo para nomear John Lennon.
Hoje, completaria 69 anos. Lennon não viveu para ver um presidente negro, a queda do muro de Berlim, as catástrofes ambientais, ou até mesmo, o seu filho se tornar um músico quase tão talentoso como ele. Mas sua curta existência foi um tempo mais que perfeitamente bem aproveitado para mostrar ao mundo o que é ser um rebelde indomável, adorável, e iluminado, deixando um enorme legado de canções, citações memoráveis, e muita inspiração para aqueles que até hoje o admiram cada vez mais devotamente. O talento de John não cabia em só uma estrela. Foi preciso formar uma constelação. Os homens passam, as músicas ficam.
Nem só de Emerson Nogueira vivem as versões. Confira alguns covers legais que um pessoal bacana andou fazendo por ai. ;)
Jesus Doesn’t Want Me for a Sunbeam – Nirvana (Vaselines Cover)
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O Cobain gostava tanto do Vaselines, que chegou a incluir 3 músicas da banda em compilações do Nirvana, entre elas, Jesus Doesn’t Want me for a Sunbeam no Acústico de 94, que também conta com uma (ótima) versão de The Man Who Sold The World do David Bowie.
Jolene – The White Stripes (Dolly Parton Cover)
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Jack White parece não ter vergonha de implorar para que Jolene não roube o seu homem. Mas a música de uma das maiores cantoras do country norte americano, a Doolly Parton.
All Along the Watchtower – Jimi Hendrix (Bob Dylan Cover)
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O clássico do Dylan já ganhou muitas versões, mas a do Hendrix é certamente a mais notável de todas, seja pelo seus solos estendidos, ou pelo estilo que só o próprio é capaz de acresentar. Entre as bandas que tocaram All Along The Watchtower estão Pearl Jam, Neil Young, Metallica, e outros.
Superstar – Sonic Youth (The Carpenters Cover)
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Talvez Superstar seja uma das maiores homenagens que os Carpenters já receberam. A qualidade, a voz do Thurston Moore sussurada ao microfone… A música está no tributo de 94, além de estar na famosa trilha sonora do filme Juno.
Ready for the Floor – Duffy (Hot Chip Cover)
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O single criativo da banda inglesa Hot Chip tomou nova forma na versão de Duffy, a loirinha galesa. A música mais lenta e com novos arranjos ficou ótima na voz suave da Duffy.
Life is a gas – The Strokes (Ramones Cover)
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Quando se trata de Strokes, se trata da banda que salvou o rock da mesmice. Mas o que seria deles se não fossem os Ramones em 70? Ponto para o punk dos nova-iorquinos.
20th Century Boy – Placebo e David Bowie (T-Rex Cover)
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Na verdade, eu não gosto muito de Placebo, mas o que fica ruim ao lado do Bowie (exceto o cd da Scarlett Johansson)? O single do T-Rex é um hino para todo mundo que gosta de rock. Na verdade, eu queria colocar a versão do Forgotten Boys, mas não achei nenhum vídeo com o áudio bom.
With a little help from my friends – Joe Cocker (The Beatles Cover)
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Se tem alguma música que sintetiza para mim o que foi o Woodstock de 69, é esse cover incrivel e inesquecível do Joe Cocker, é um dos momentos mais emocionantes do festival que fez história.
Johnny B. Goode – Elvis Presley (Chuck Berry Cover)
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Johnny B. Goode bate o recorde de covers, e provavelmente só fica atrás de Hotel California. Elvis não importaria de divigir o trono de rei do rock com o Chuck Berry.
Love will tear us apart – José González (Joy Division Cover)
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O cantor de folk sueco acerta da medida de melancolia que usa para cantar a música mais clássica do Joy Divison, o cover é lindo.
Faltaram muitos covers bons, é claro. Mas o que é uma lista sem polêmica?

Nina Rocha Campos: humor, sarcasmo, filmes velhos, gírias antigas, rascunhos esquecidos, críticas ácidas, frases vagas, música barulhenta, café forte, alguns livros, chocolate meio-amargo e 17 anos bem vividos.
