Torradas Tostadas

Sean Lennon

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Imagine se você fosse músico, e seu pai fosse Keith Moon, Angus Young ou Freddie Mercury. Ok, desconsideremos a última possibilidade. Nem sempre carregar um sobrenome famoso pode ser uma vantagem. Além da pressão da mídia, vai ter sempre aqueles chatos “será que o talento é herança genética”. Não é o que acontece com o filho do beatle John, Sean Lennon. Filho de John e Yoko Ono (e nascido exatamente no mesmo dia que seu pai) é compositor, escritor, e até no cinema ele já se meteu. Apesar das comparações inevitáveis com os pais, os traços de Sean não negam nem um pouco o quanto de seu pai que carrega consigo. Sean pode não ter o carisma do pai ou a ousadia da mãe, mas com seu álbum solo lançado em 2006 Friendly Fire – que é trilha sonora do filme homônimo em que também atua – e canções avulsas lançadas pelo seu site, chama atenção pelas letras melancólicas entre o violão e baixo que acompanham a voz rouca do mais novo dos Lennons. Sean ainda trabalhou com o guitarrista do The Strokes, Albert Hammond Jr, em seu álbum de estréia, e tem em seu currículo parcerias com Mark Ronson e shows com o mutante Arnaldo Baptista. É bom ficar de olhos – e ouvidos – abertos, porque não há dúvidas de que qualidade, talento e oportunidades não faltam para o rapaz.

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Nasce uma constelação

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Nascia em 1940, em Liverpool, o primeiro filho de Julia Stanley e Alf Lennon. Não são muitas pessoas que permanecem cultivadas pelo tempo, mas John Lennon notoriamente é (e será por muito tempo) uma delas.
Algumas se destacam ao longo de sua existência, mas outras já nascem determinadas a ser alguém que faz, de fato, a diferença. John Winston Lennon é incontestavelmente uma delas. Se cinco tiros não o silenciaram até hoje, não há quem possa contestar sua grandeza como músico, pacifista, e uma brilhante pessoa.
As feridas da infância conturbada, o sucesso com os Beatles, a amizade explosiva com Paul McCartney, o relacionamento autodestrutivo com Yoko Ono, o filho talentoso, o envolvimento com as drogas, a luta pela paz, nada consegue ofuscar o brilho próprio que Lennon passou durante sua vida. Resumir um talentoso guitarrista e compositor como maior ícone da cultura pop é usar um eufemismo para nomear John Lennon.
Hoje, completaria 69 anos. Lennon não viveu para ver um presidente negro, a queda do muro de Berlim, as catástrofes ambientais, ou até mesmo, o seu filho se tornar um músico quase tão talentoso como ele. Mas sua curta existência foi um tempo mais que perfeitamente bem aproveitado para mostrar ao mundo o que é ser um rebelde indomável, adorável, e iluminado, deixando um enorme legado de canções, citações memoráveis, e muita inspiração para aqueles que até hoje o admiram cada vez mais devotamente. O talento de John não cabia em só uma estrela. Foi preciso formar uma constelação. Os homens passam, as músicas ficam.

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