
Imagine se você fosse músico, e seu pai fosse Keith Moon, Angus Young ou Freddie Mercury. Ok, desconsideremos a última possibilidade. Nem sempre carregar um sobrenome famoso pode ser uma vantagem. Além da pressão da mídia, vai ter sempre aqueles chatos “será que o talento é herança genética”. Não é o que acontece com o filho do beatle John, Sean Lennon. Filho de John e Yoko Ono (e nascido exatamente no mesmo dia que seu pai) é compositor, escritor, e até no cinema ele já se meteu. Apesar das comparações inevitáveis com os pais, os traços de Sean não negam nem um pouco o quanto de seu pai que carrega consigo. Sean pode não ter o carisma do pai ou a ousadia da mãe, mas com seu álbum solo lançado em 2006 Friendly Fire – que é trilha sonora do filme homônimo em que também atua – e canções avulsas lançadas pelo seu site, chama atenção pelas letras melancólicas entre o violão e baixo que acompanham a voz rouca do mais novo dos Lennons. Sean ainda trabalhou com o guitarrista do The Strokes, Albert Hammond Jr, em seu álbum de estréia, e tem em seu currículo parcerias com Mark Ronson e shows com o mutante Arnaldo Baptista. É bom ficar de olhos – e ouvidos – abertos, porque não há dúvidas de que qualidade, talento e oportunidades não faltam para o rapaz.



