Torradas Tostadas

Sean Lennon

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Imagine se você fosse músico, e seu pai fosse Keith Moon, Angus Young ou Freddie Mercury. Ok, desconsideremos a última possibilidade. Nem sempre carregar um sobrenome famoso pode ser uma vantagem. Além da pressão da mídia, vai ter sempre aqueles chatos “será que o talento é herança genética”. Não é o que acontece com o filho do beatle John, Sean Lennon. Filho de John e Yoko Ono (e nascido exatamente no mesmo dia que seu pai) é compositor, escritor, e até no cinema ele já se meteu. Apesar das comparações inevitáveis com os pais, os traços de Sean não negam nem um pouco o quanto de seu pai que carrega consigo. Sean pode não ter o carisma do pai ou a ousadia da mãe, mas com seu álbum solo lançado em 2006 Friendly Fire – que é trilha sonora do filme homônimo em que também atua – e canções avulsas lançadas pelo seu site, chama atenção pelas letras melancólicas entre o violão e baixo que acompanham a voz rouca do mais novo dos Lennons. Sean ainda trabalhou com o guitarrista do The Strokes, Albert Hammond Jr, em seu álbum de estréia, e tem em seu currículo parcerias com Mark Ronson e shows com o mutante Arnaldo Baptista. É bom ficar de olhos – e ouvidos – abertos, porque não há dúvidas de que qualidade, talento e oportunidades não faltam para o rapaz.

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De volta ao presente

Fico imaginando os ícones de certas gerações vivendo nos tempos atuais. Elvis, Lennon, Jim Morrison, Hendrix e outros conseguiriam mater suas imagens adoradas mundo a fora no século XXI? Ou será que Sid Vicious estaria compartilhando uma seringa com Pete Doherty no subúrbio londrinho, e Jimi Hendrix estaria travando solos interminavéis numa batalha com Keith Richards ou Slash? Jim Morrison se revoltaria com o sucesso dos Jonas Brothers, e Kurt Cobain teria um affair com Amy Winehouse, enquanto John Lennon jejuaria até que as tropas americanas fossem retiradas do Iraque. Janis Joplin flagrada sem calcinha, Ian Curtis disputando com Thom Yorke quem escreve as letras mais melancólicas, ou Keith Moon ensinando a Meg White como se segura uma baqueta. Os Ramones mostrariam com quantos acordes se faz uma música, a briga entre Beatles e Oasis na disputa do cargo de banda britânica mais polêmica nunca acabaria, e Elvis promoveria um concurso entre Mick Jagger e Iggy Pop para saber quem rebola melhor. Para infelicidade dos tablóides, as coisas vão continuar as mesmas por enquanto. A música e seus bons ouvintes agradecem.
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