Fico imaginando os ícones de certas gerações vivendo nos tempos atuais. Elvis, Lennon, Jim Morrison, Hendrix e outros conseguiriam mater suas imagens adoradas mundo a fora no século XXI? Ou será que Sid Vicious estaria compartilhando uma seringa com Pete Doherty no subúrbio londrinho, e Jimi Hendrix estaria travando solos interminavéis numa batalha com Keith Richards ou Slash? Jim Morrison se revoltaria com o sucesso dos Jonas Brothers, e Kurt Cobain teria um affair com Amy Winehouse, enquanto John Lennon jejuaria até que as tropas americanas fossem retiradas do Iraque. Janis Joplin flagrada sem calcinha, Ian Curtis disputando com Thom Yorke quem escreve as letras mais melancólicas, ou Keith Moon ensinando a Meg White como se segura uma baqueta. Os Ramones mostrariam com quantos acordes se faz uma música, a briga entre Beatles e Oasis na disputa do cargo de banda britânica mais polêmica nunca acabaria, e Elvis promoveria um concurso entre Mick Jagger e Iggy Pop para saber quem rebola melhor. Para infelicidade dos tablóides, as coisas vão continuar as mesmas por enquanto. A música e seus bons ouvintes agradecem.
