Eu não me lembro ao certo quando comecei a escrever. E nem o porquê. Sei que comecei. Não a escrever o meu nome completo ou as palavras que as professoras do primário passavam nos ditados, mas a escrever espontaneamente.
Talvez tenha sido por impulso ou sensibilidade. Mas comecei e até hoje não parei. Certo que tenho meus altos e baixos, meus períodos de “seca” e uma queda notável na bolsa de inspirações.
Talvez por ser algo único. Mesmo que as palavras sejam as mesmas para todo mundo, o modo como eu as coloco as torna essencialmente minhas. Cada frase pequena, cada parágrafo inacabado e cada pontuação estrategicamente posicionada é um pedacinho do que sou e do que sinto. Alguns textos são muito extensos, complexos, outros são rasos, curtos, superficiais. Mas são eu. Em toda letra, em toda vírgula, em todo espaço. É desta forma que me expresso, que me emociono e que sou quem eu sou. Com defeitos, erros e acertos. Imperfeições que fazem parte de mim.
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