É normal nós nos apaixonarmos. Todo dia. E se tivermos sorte, também se apaixonam pela gente. Claro, o amor é lindo e ótimo e sincero. Pena que os presentes não são tanto assim.
Primeiro vem as flores. Bonitas, coloridas e extravagantes, ai a moça antes de dormir sempre as cheira e lembra-se do perfume do seu amado. Mal sabe que o amor é mesmo igual àquelas flores: estão lindas agora, mas não demora pra apodrecer ou morrer. Depois são os chocolates. Uma delicia, todo mundo gosta de chocolate. Deveriam vir com um cartão dizendo: “Você vai comer essa caixa de chocolates sozinha, vai engordar. Sua bunda vai crescer, mas o meu amor não. Beijinhos”. Você adora bichinhos de pelúcia, então o cara te dá um ursinho e você passa a o chamar pelo nome do seu amor, e as semelhanças não param por ai, porque logo você descobre que ele dorme ou come mais que um de verdade.
Vem o Dia dos Namorados: as vitrines se entopem de coisinhas fofas. Blusinha de “EU coração meu NAMORADO” (que vai valer pros três próximos) e aqueles chaveirinhos lindos que dividem um coração em dois: você pode ter um pedaço dele, mas nunca ele todo. Acaba que com o passar dos anos, você tem uma pilha de metades que não se encaixam.
O melhor mesmo é esquecer as flores, as fofuras e o chocolate: um sapato ou uma camisa de time de futebol vai fazer qualquer um te amar MUITO mais. Mesmo.
