O Greenpeace e as baleias

O Greenpeace sempre lançou campanhas interessantes e chamativas para mobilizar as pessoas em prol do ambiente. A do Greenpeace Australia não é diferente, e ainda nos dá a chance de fazer uma pequena contribuição por um mundo um pouquinho melhor.

No Brasil, a caça de baleias já foi extinta (inclusive pela lei), mas a caça ilegal e desnecessária (e financiada pelo dinheiro público)  no Japão continua.  Clicando aqui, você faz sua baleia de origami e deixa uma mensagem para o primeiro ministro japonês. O ‘protesto’ já soma mais de 110.000 contribuintes já enfeitaram e colocaram suas baleias no oceano. Friedrich Edgar, minha baleia com um simpático bigode,  já está no caminho marinho. É divertido e não custa nada ajudar. São pequenos detalhes que fazem a diferença (:

andy

#ForaHipocrisia

É bonito ver todo mundo exercendo cidadania, não é? Eu não acho.
É mais fácil mobilizar pessoas alienadas que de suas cadeiras confortáveis em frente a um computador do que fazê-los ir as ruas por uma causa da política nacional, e isso é indiscutível. Mas será que tais pessoas acham mesmo que seu apelo faz alguma diferença? Quando as pessoas realmente querem algo e vão a luta por tal causa, elas conseguem. Não que o movimento dos Caras Pintadas de 92 seja o melhor exemplo a ser dado, mas vide movimentos como a Revolução Mexicana, Irlandesa, Cubana e outros. De novo, não é o exemplo ideal, por terem alcançado seu objetivos através de forças armadas e ações violentas. No Brasil, o povo não tem voz porque eles não querem. E acham que são exemplos de cidadãos por proliferarem Internet a fora uma frase qualquer que não fará muita diferença e muito menos será capaz de derrubar um governamente corrupto. E protestar de tal forma não é suficiente, embora muitos achem que seja. Mudanças não vêm de ”posts de impacto” ou de influência da mídia, e de sim dos únicos que tem capacidade de reverter tal situação. A verdade é que a maioria dessas pessoas são indiferentes a tudo, e só estão participando desse ‘protesto’ porque há uma grande massa de gente  participando, entre celebridades emergentes, sub-celebridades e afins. Se não vai protestar nas ruas, para que protestar na internet?  Tem alguma coisa mais rídicula do que Ashton Kutcher ter que mostrar aos brasileiros que só eles podem mudar sua própria política? É, eu não acho.

forasarney_baixa

Heresia Manipulada

Seria uma heresia
Se a minha própria imagem
Eu não fosse capaz de sustentar?
Cercada por romances mal-acabados
Amores efêmeros, eternizados
Destroços perdidos e despedaçados
Que eu não fosse capaz de encontrar?
Jogador acabado
Um perdedor, derrotas que o deixaram cansado
Imaginando como seria se um dia tivesse triunfado
A minha natureza não me deixa negar
Espero minha manhã de glória
Manipulando a minha própria história
Enquanto espero o próximo carregamento chegar

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Na Trilha de Sofia

Ser filha de um diretor como Francis Ford Coppola realmente deve facilitar as coisas. Sofia Coppola pode não ser uma boa atriz ou a melhor cineasta do mundo, mas todos os seus filmes têm trilhas sonoras impecáveis, a começar por Virgens Suicidas. A trilha original é toda composta pelo duo francês Air, supera até mesmo o próprio filme, com a bonitinha Playground Love e outras como High School Lover.
O seu segundo e mais premiado filme, Encontros e Desencontros também não fica pra trás no quesito musical. Phoenix, My Bloody Valentine, e Air fazem parte da história do quase casal Bill Murray e Scarlett Johansson, além das cenas em que os personagens cantam de Nobody Does It Better, à God Save the Queen. Porém, a música que mais marca o filme, é Just Like Honey, do Jesus and Mary Chain, que encerra o longa de maneira única, nenhuma outra música se encaixaria tão bem no final do filme.

O mais recente filme de Sofia Coppola, Maria Antonietta, sobre o casal símbolo do absolutismo francês, conta com, Siouxsie and The Baneshees, New Order, Bow Wow Wow e The Cure. Nada como correr pelo Palácio de Versailles com um cabelo a la Maria Antonietta com Strokes como plano de fundo.

Copolla ainda dirigiu o polêmico clipe dos White Stripes, estrelando a modelo ex-Johnny Depp, ex-Pete Doherty e atual Jamie Hince, da dupla The Kills, Kate Moss.

Mau gosto musical é que não podemos falar que a Coppola tem. Enquanto isso vamos esperar pelo próximo projeto da Sofia, “Somewhere”, sem data para lançamento ainda, mas que certamente, não vai nos decepcionar em sua trilha sonora.