Torradas Tostadas

Archive for Abril, 2009

Filosofias Infilosofáveis

42-21469761 Quando temos o suficiente, ele nunca é o bastante. Quando temos o bastante, ele nunca é o suficiente… Sempre há um vácuo que nunca será preenchido, um vazio que nunca será tomado. E se for, de que adiantaria viver? Tudo perderia a graça, mesmo quando não fosse nem um pouco engraçado. Mas a necessidade de ser desafiado a cada instante fala mais alto do que qualquer vestígio de monotonia ou conformismo. Precisamos disto, é e isto que queremos nos livrar.

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O Passageiro

Poderia ser apenas uma das milhares de pessoas que cruzavam seu caminho em um dia qualquer. Mas os olhos cansados atrás das lentes arranhadas não passaram desapercebidas, e o motivo não era as noites insones atravessadas. O rosto desgastado em função dos seus tragos precoces, escondia ali alguém que passara em sua vida e nunca mais partiria – de uma forma ou de outra, estaria sempre ali.
Conversas interminavéis, uma afinidade aparente, logo tornaram-o alguém indispensável em todos dias ímpares de cada mês. Das três às cinco e meia, enquanto o sol incidia em seu sorisso amarelado, as vezes um tanto forçado, mesmo que houvesse silêncio, este poderia extender por horas, mas nunca, de forma alguma, jamais seria constrangedor ou pertubador; aquele silêncio era confortador e valia mais do que qualquer sequência impactante de palavras. Aos poucos, foi se apegando, necessitava cada vez mais e mais de suas palavras e do seu olhar aconchegante, e logo se viu dependente daquilo, mas o vício a fazia bem. Vícios não são facéis de serem mantidos, nunca foram. Ele poderia ter só passado, mas permaneceu, mesmo que em uma folha de papel amarelada e em um agradecimento tardio nunca dito, pois ele mudara ali, toda a vida de alguém que um dia parou, e deixou de ser apenas mais uma em seu caminho, que serviu de inspiração para versos incompreendidos, que só ela guardou.

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Elizabeth II diz:

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De volta ao presente

Fico imaginando os ícones de certas gerações vivendo nos tempos atuais. Elvis, Lennon, Jim Morrison, Hendrix e outros conseguiriam mater suas imagens adoradas mundo a fora no século XXI? Ou será que Sid Vicious estaria compartilhando uma seringa com Pete Doherty no subúrbio londrinho, e Jimi Hendrix estaria travando solos interminavéis numa batalha com Keith Richards ou Slash? Jim Morrison se revoltaria com o sucesso dos Jonas Brothers, e Kurt Cobain teria um affair com Amy Winehouse, enquanto John Lennon jejuaria até que as tropas americanas fossem retiradas do Iraque. Janis Joplin flagrada sem calcinha, Ian Curtis disputando com Thom Yorke quem escreve as letras mais melancólicas, ou Keith Moon ensinando a Meg White como se segura uma baqueta. Os Ramones mostrariam com quantos acordes se faz uma música, a briga entre Beatles e Oasis na disputa do cargo de banda britânica mais polêmica nunca acabaria, e Elvis promoveria um concurso entre Mick Jagger e Iggy Pop para saber quem rebola melhor. Para infelicidade dos tablóides, as coisas vão continuar as mesmas por enquanto. A música e seus bons ouvintes agradecem.
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Citando Iggy Pop

Now I wanna be your dog!

Now I wanna be your dog!

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Seu Futuro Aqui!

E se a vida não passar de um sonho lúdico? E se o ‘e se’ não for uma possibilidade? Bloqueio criativo a vista!

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O resto de minhas tardes,

Em teus braços, passaria…

Até mesmo o resto das minhas noites,

E mesmo o resto dos meus dias.

Extenderia a toda a eternidade,

Em teus braços, passaria…

E então uma obra-prima,

Em minha mente surgiria

Porquê, só porque…

Teus braços é onde eu me perderia.42-21817168

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Despedida sem Adeus

 Théo sentiu o seu chegar pelo barulho que seus sapatos ecoavam no piso de madeira antiga, e logo jogou seus manuscritos rabiscados numa gaveta qualquer. Ele sabia o que estava por vir no momento em que Isabelle entrou naquela sala e o perseguiu com seu olhar desnorteador.
 No entanto, nada conseguia dizer, permanecia parado, esperando palavras nocauteadoras, pronto para se recuar. Ele já conhecia seu gênio explosivo, o silêncio entorpeceria o estardalhaço que certamente viria a seguir.
 - Estou indo embora. – Isabelle disse, confortando suas mãos nos bolsos do casaco xadrez desbotado. – E dessa vez não voltarei. Te deixarei aqui, e peço que não tente me procurar. Não por enquanto.
 De certa forma, Théo já estava preparado, mas aquele sentimento de culpa era pertubador. Ele queria falar, mas sabia que jamais conseguiria.
 - Tudo bem. Você sairá da minha vida, e sabe que não voltará. Mas sentirei sua falta ainda por um bom tempo.
 - É, eu sei. Também sentirei. E você sabe disto. Melhor do que eu, até.    

Isabelle caminhava pelo pequeno quarto inquieta, seus pensamentos acompanhavam o ritmo de suas pernas cobertas pelo jeans escuro. Aflita, se aproximou de Théo, e disse com uma lágrima pendurada no rosto.
  - Não guarde rancor. Nada disso é sua culpa. Você sabe que, de todos meus erros, você foi o melhor deles. Será impossível não levar um pouco de você comigo.
  – Sim, junto com toda sua raiva, magoas, aflições e lágrimas. Nossas brigas. Todos pequenos, perto daquilo de vivemos.
  – Espero que você entenda…
  - Este lugar ficará vazio sem você.
  – Não. Nunca mais estará vazio. Carregará sempre o peso de nossas lembranças.
  Isabelle tirou sua boína vermelha e a deixou sobre a cama bagunçada. Deu uma última olhada em tudo que estava deixando para trás e se virou. Passou pela porta, enquanto Théo a via cada vez mais distante; e sabia que não a veria mais. A imagem que guardou, foi a de uma linda moça carregando toda sua vida em malas vazias.
...

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Toc Toc

DoorsBater na porta, é o que deviam fazer, antes de entrarem na vida de algumas pessoas. A não ser que certas portas estejam entre-abertas.

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A Concert For George

Mais do que uma homenagem a George Harrison, o DVD A concert for George, é um presente pra qualquer beatlemaníaco. Um ano depois de sua morte, músicos amigos se reunem no evento filmado em Londres, para alegria dos fãs do George. Com a direção musical de Eric Clapton, e organizado pela viúva Olívia Harrison, o show começa com músicas indianas orquestradas por  Anoushka Shankar, durante as músicas Your eyes, The inner light, e Arpan. George era o mais espiritual dos Beatles, responsavél pela popularização da cultura indiana, e seguidor devoto da religião Hare Krishna.

A segunda parte do show, claro, é a mais incrível.  Clapton, McCartney, Ringo Starr, Tom Petty and The Heartbreakers, Jeff Lyne e até uma participação que passa despercebida de Tom Hanks, num repertório super bem escolhido, com músicas dos Beatles  escritas por George como Here come’s the sun e Something, e outras músicas de seus quase 30 anos de carreira solo, como Give me love. O tempo inteiro, se nota a presença de George naquele palco. Seu filho, Dhani Harrison, é idêntico a ele, tímido e discreto, mas muitas vezes, rouba a cena até de grandes músicos como Clapton e Phill Collins. O show todo é incrível, indescritível, e um vídeo valerá mais que mil palavras, nesse caso.

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