Torradas Tostadas

Archive for the 'Política' Category

Bom Brasileiro

O brasileiro é um ser conformado. Senta a bunda gorda em frente a televisão e não faz nada para interferir em nenhum tipo de mudança. Preguiçoso por natureza, prefere ignorar o caos que o ronda e ser alienado ao achar que está tudo sempre bem. Coloca a culpa de todos os problemas no sistema ou no governo, mas é incapaz de recolher o próprio lixo que produz. A indiferença e o descaso com o outro está em toda esquina, porque para o brasileiro é mais fácil negar um “bom dia” do que um pedaço de pão. O brasileiro é hipócrita. Contradiz os seus próprios princípios, quando estes existem, faz pouco caso da violência e corrupção, como se fosse tudo muito normal. Banaliza, canta palavras de baixo calão, mas se escandaliza com pouca roupa fora de época de carnaval. Orgulha-se de não ler livros, de não produzir, de não fazer nada. É uma realidade lamentável, mas poucos são os que realmente enxergam ou admitem a mediocridade que nos envolve e fazemos parte a todo instante. Se mudarmos a postura indiferente e egoísta para verdadeiros cidadãos socialmente, culturalmente e politicamente ativos, somos capazes de alguma metamorfose massiva, ou de uma revolução qualquer? Vai saber… Ser brasileiro não é só contribuir para o produto interno bruto.

O brasileiro é um ser conformado. Senta a bunda gorda em frente a televisão e não faz nada para interferir em nenhum tipo de mudança. Preguiçoso por natureza, prefere ignorar o caos que o ronda e ser alienado ao achar que está tudo sempre bem. Coloca a culpa de todos os problemas no sistema ou no governo, mas é incapaz de recolher o próprio lixo que produz. A indiferença e o descaso com o outro está em toda esquina, porque para o brasileiro é mais fácil negar um “bom dia” do que um pedaço de pão. O brasileiro é hipócrita. Contradiz os seus próprios princípios, quando esses existem, faz pouco caso da violência e corrupção, como se fosse tudo muito normal. Banaliza, canta palavras de baixo calão, mas se escandaliza com pouca roupa fora de época de carnaval. Orgulha-se de não ler livros, de não produzir, de não fazer nada. É uma realidade lamentável, mas poucos são os que realmente enxergam ou admitem a mediocridade que nos envolve e fazemos parte a todo instante. Se mudarmos a postura indiferente e egoísta para verdadeiros cidadãos socialmente, culturalmente e politicamente ativos, somos capazes de alguma metamorfose massiva, ou de uma revolução qualquer? Vai saber… Ser brasileiro não é só contribuir para o produto interno bruto.

diretas1
posted by Nina R. in Política and have Comments (12)

Tylerismo

O mundo hoje é dividido entre vários tipos de pessoas: os capitalistas, socialistas, hedonistas, anarquistas, comunistas, facistas, cubistas… e Tyler Durden.

123

(Via @joaolennon)

posted by Nina R. in Cinema, Humor, Política and have Comments (7)

Geni e o vestido cor-de-rosa

Não falei sobre Geisy Arruda e seu micro-vestido. Não falei sobre os alunos que “zoomorficaram” e expuseram uma estudante a uma situação deplorável. Não falei do radicalismo, do vandalismo e do imoralismo dentro de uma instituição de ensino. Não falei das medidas tomadas pela Uniban e nem da expulsão (e regresso) da Geisy. Não falei da superexposição da mídia sobre o caso, nem de como um ato repulsivo resulta na formação de uma celebridade instantânea, e muito menos dos protestos nus em Brasília. Não falei das aparições de Geisy Arruda em todos os programas matinais ou de suas idas a shoppings, onde era recebida como rainha. Não falei de seus convites para sair em revistas masculinas ou desfilar para escolas de samba, e nem de suas cirurgias plásticas ou reduções de gordura para ficar mais agradável aos olhos da televisão. Não falei de nada disto, mas tenho certeza de que todos já sabem. Todos já sabem da implicância, da censura, dos palavrões proferidos e do tamanho do vestido, do tamanho do exagero.  Nudez sendo um problema no Brasil? Há algo de contradição. Linchamento, educação, intolerância. Somos sempre assim, radicais, quando não se trata de nós mesmos? Os assuntos ficam batidos, as vergonhas dos ocorridos se esvaíram no tempo, e outras relevâncias sobrepõem coisas assim, tão banais. Mas isto todos já sabem. Todos têm seus 15 minutos de fama. Mas o quarto de hora de Geisy Arruda, eu não me orgulharia  nem um pouco de tê-lo.

posted by Nina R. in Política and have Comments (14)

Guerra dos Sexos? Até hoje?

Karl Marx dizia que o mundo é caracterizado pela luta de classes, mas ouso em discordar; vivemos mesmo é a luta de sexos. A eterna desculpa e rivalidade entre o homem e a mulher, é de fato, a mais intensa relação de amor e ódio que a história pôde presenciar.
Ambos desempenham papéis essenciais na sociedade – mas é mais doloroso do que se imagina o ato de admitir. Geneticamente, a diferenciação está em um mero cromossomo. Em meio de tantos outros, é sua carga que dita o modo que seremos vistos – e porque não julgados – pelo meio que estamos inseridos.
São personagens antagônicos de um drama, uma comédia ou um romance, representados pela virilidade, orgulho, fragilidade ou sutileza. A essência feminina difere – e também fere – a masculina pela delicadeza e intuitividade.  Já não faz por merecer o título de sexo frágil há muito tempo. Ainda acontece que pela coragem e bravura, o sexo masculino acaba por se precipitar e confundir ‘racionalidade’ com a sensação de ser superior. Brigamos para provar quem está no poder, mas nos recusamos a enxergar que não há dono em tal relação.
Poderíamos também até mentir ao dizer que nosso objetivo é estritamente reprodutivo, mas mentir para que?  Tanto os homens quanto as mulheres não admitem a necessidade mútua. Todos têm sua importância, mas como o sexo oposto reagiria se soubesse o quanto precisamos – e gostamos – um do outro? Verdade seja dita: os sapos procuram seus parceiros pelo coachar, leões pelas belas jubas. Mas para nós, quanto mais complicado, melhor.

Karl Marx dizia que o mundo é caracterizado pela luta de classes, mas ouso em discordar; vivemos mesmo é a luta de sexos. A eterna desculpa e rivalidade entre o homem e a mulher, é de fato, a mais intensa relação de amor e ódio que a história pôde presenciar.

Ambos desempenham papéis essenciais na sociedade – mas é mais doloroso do que se imagina o ato de admitir. Geneticamente, a diferenciação está em um mero cromossomo. Em meio de tantos outros, é sua carga que dita o modo que seremos vistos – e porque não julgados – pelo meio que estamos inseridos.

São personagens antagônicos de um drama, uma comédia ou um romance, representados pela virilidade, orgulho, fragilidade ou sutileza. A essência feminina difere – e também fere – a masculina pela delicadeza e intuitividade.  Já não faz por merecer o título de sexo frágil há muito tempo. Ainda acontece que pela coragem e bravura, o sexo masculino acaba por se precipitar e confundir ‘racionalidade’ com a sensação de ser superior. Brigamos para provar quem está no poder, mas nos recusamos a enxergar que não há dono em tal relação.

Poderíamos também até mentir ao dizer que nosso objetivo é estritamente reprodutivo, mas mentir para que?  Tanto os homens quanto as mulheres não admitem a necessidade mútua. Todos têm sua importância, mas como o sexo oposto reagiria se soubesse o quanto precisamos – e gostamos – um do outro? Verdade seja dita: os sapos procuram seus parceiros pelo coachar, leões pelas belas jubas. Mas para nós, quanto mais complicado, melhor.

posted by Nina R. in Etc., Política and have Comments (5)

Sangue por Conhecimento

Corpos que não podiam ser violados, doenças como castigos divinos e perseguições àqueles que ousavam supor que a Terra não era o centro do universo estão presentes na construção da história da ciência reprimida pela religião. Inúmeros anos de pesquisas, conhecimentos desperdiçados e corpos queimados em vão. A Igreja, sempre onipotente, condenou inúmeros cientistas, físicos e seus postulados que contradiziam aos seus dogmas. A ciência, estereotipada como vilã pelos pontífices, no entanto, buscou ponderar a própria racionalidade e aliar suas descobertas com a fé de qualquer que seja a Divindade acreditada.

Os filósofos, cientistas sociais, não pecam em dizer: “nenhuma verdade é absoluta, nenhum fato é eterno”. Os avanços tecnológicos nos requerem sermos mais racionais, porém, seria uma heresia se estes nos estipulassem o afastamento das próprias crenças e valores morais. Há o tênue limite que separa a realidade do que queremos que ela de fato seja deixando o radicalismo e fanatismo chegar ao ponto de entorpecer e cegar o que nem sempre, os olhos estão dispostos a enxergar.

Os extremos ideológicos já foram responsáveis por silenciosas guerras sanguinárias, e nenhum dos posicionamentos é tão indubitável ao ponto de não poder errar. Abrandar o radicalismo e moderar conhecimentos entrelaçam fé e conhecimento, trazendo o bem estar que ambos podem proporcionar, aliando então, as “mesmas faces de duas moedas”.

posted by Nina R. in Etc., Política and have Comments (5)

Dia da Consciência Limpa

Um sistema falho trabalha com uma política de compensação. Três séculos de escravidão ressarciado por um feriado? É irônico querer prover a desegregação de tal maneira: segregando. Uma maioria com sensação de minoria. A solução? Cotas, políticas de beneficiamento. É por ai que fica a dignidade e o orgulho. Não passa de uma das mais violentas formas de discriminação. Não é nenhuma certeza cientifica, mas há gente boa e gente ruim. De todo jeito: toda cor, todo credo. Uma pigmentação, um tom na pele não determina um caráter.
Em um Brasil de contrastes, de preto no branco e o mesmo sangue vermelho fluindo pelas veias. Consciência em um país como esse… Pra que? Celebramos mais é a imoralidade;  a colocamos  em nossos governos, em nossas ruas, nas televisões, em nossas casas. Sim, consciência é o que falta. Negra, branca, verde, amarela. Preconceito da auto-intitulada sociedade moderna? Somos então, tão civilizados, mas coitados, tão alienados. Atrasamos ao próprio processo de evolução, não sabemos dos problemas sociais. São datas, são atalhos… Lamento ter que fazer  tal desfeita, mas a partir de agora, o dia de hoje tem para mim um novo nome: o Dia da Consciência Limpa. É o que falta, mas estamos ocupados demais para sermos sujeitos a perceber.

posted by Nina R. in Política and have Comments (16)

A Alma da Propaganda

A propaganda vai muito além do que vídeos de 30 segundos ou imagens espalhadas em revistas e outdoors estacados em cada esquina da cidade. A publicidade é um verdadeiro mercado financeiro: movimentou cerca de 28 milhões de reais só em 2008, e o Brasil é hoje, o quinto maior pólo universitário mundial.
A divulgação de um produto, a persuasão, e a forma de comunicação em massa para desencadear uma série de ações benéficas para seu anunciante; a propaganda dita atitudes e tendências é a conformação da sociedade em seus aspectos sociais, culturais, políticos, morais e econômicos. Quando se tem a imagem certa associada a um produto, a aproximação do consumidor através de conceitos, o “escambo” comercial é facilitado e passa a ser mais pleno e consistente. A marca, o marketing e a propaganda em si, refletem os costumes e desejos da sociedade.
A propaganda é o maior veículo propagador do capitalismo. O consumismo estimulado é exercido pela influência através da venda de status. O que é atingido é o ponto fraco do ser humano, em incitar a possibilidade de ter ou se tornar aquilo que não é ou não pode, e para isso, é preciso cada vez mais criatividade e tecnologia. A necessidade de comunicação é trocada por uma manipulação de imagem desnecessária, vinculada a padrões estéticos e produtos adquiridos.
A alma da propaganda é um grande negócio que depende do próprio público. A publicidade leva ao consumidor o que ele almeja de forma corrosiva, e a sua receptividade depende da forma que ela vai abordar o público-alvo e incitar o consumismo. A propaganda poderia mostrar que realmente tem uma alma, e usar seus poderes de influência para causas nobres e sociais, como o desperdício desenfreado e a própria sustentabilidade. O lucro sobre o produto seria todo nosso.

20090309104847

"Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos."

posted by Nina R. in Etc., Política and have Comments (10)

Imparcialidade é para os fracos

O era para supostamente ter apenas uma função informativa ou de entretenimento, virou nos últimos dias, quase um sinônimo de sensacionalismo e baixaria. Praticamente a guerra fria da televisão brasileira, a disputa por audência entre a Rede Globo e a Rede Record vem sendo uma vergonha, independente de que lado você está posicionado. Os ataques muitas vezes moralistas, bombardeam nossos televisores e até os sites de algumas emissoras, mostrando os podres tanto da Globo, como da Record. Só mesmo em um país como o Brasil, que quem deveria informar, banaliza e aliena, e quem deveria formar opiniões através de conceitos e parcialidade sobre fatos e notícias, estabelecem postulados como uma única verdade incontestável. Fato é que não existe maior controle de massas do que a mídia atual, e a censura e opressão constituem a falsa liberdade de expressão tão aclamada que dizemos ter, como se ainda estivessemos vivendo na ditadura. Didatura representada pela manipulação de opiniões e fatos. Em um duelo de gigantes  como esse, o mais importante é esquecido: muita gente gosta de ter sua própria opinião e poscionamento principalmente em temas polêmicos como este. Nesta história não existe mocinho nem vilão, mas sim, o funeral da imparcialidade: Aqui Jaz.

posted by Nina R. in Política and have No Comments

Quem precisa de comédia quando se tem o Senado?

renan-calheiros(1) Recentemente, foi aprovado pelo Congresso, um novo vale: o vale cultura. Uma renda mensal para ser investida em livros, cinema e teatro. Mas acho que a medida deveria ser repensada. Ao invés de uma certa quantia destinada ao enriquecimento cultural, deveriam sortear ingressos para camarotes no Senado. Nosso poder legislativo é um verdadeiro show: mais selvagem do que No Limite, mais engraçado do que qualquer programa de humor, e mais rico em vocabulário do que qualquer Diogo Mainardi. Precisa de algo mais cultural do que isto? Seria uma ótima solução: ao invés dos “cangaceiros” gastarem seu precioso tempo inventando esquemas milionários para desvio de verba, embolsar o dinheiro diretamente seria muito mais prático. Certamente, o tempo livre seria muito bem aproveitado: faltaria o nariz de palhaço, e o circo estaria montado. O maior problema são mesmo os espectadores; até presidente tem no meio. Mas na verdade, ele só faz mesmo questão de marcar presença: não tem nada a ver com as escolhas que o povo faz, isso não é problema dele. Pois é, cada um tem o governo que merece. Palhaçadas à parte, enquanto as pessoas não enxergarem a piada que é a política nacional, o Congresso e o Senado vão continuar, entre uma viagem de Paris a Nova York (com o dinheiro público), rindo e aproveitando o descaso basileiro com seu próprio governo. Antes fosse uma piada ruim.senadox1 copy

posted by Nina R. in Política and have No Comments

#ForaHipocrisia

É bonito ver todo mundo exercendo cidadania, não é? Eu não acho.
É mais fácil mobilizar pessoas alienadas que de suas cadeiras confortáveis em frente a um computador do que fazê-los ir as ruas por uma causa da política nacional, e isso é indiscutível. Mas será que tais pessoas acham mesmo que seu apelo faz alguma diferença? Quando as pessoas realmente querem algo e vão a luta por tal causa, elas conseguem. Não que o movimento dos Caras Pintadas de 92 seja o melhor exemplo a ser dado, mas vide movimentos como a Revolução Mexicana, Irlandesa, Cubana e outros. De novo, não é o exemplo ideal, por terem alcançado seu objetivos através de forças armadas e ações violentas. No Brasil, o povo não tem voz porque eles não querem. E acham que são exemplos de cidadãos por proliferarem Internet a fora uma frase qualquer que não fará muita diferença e muito menos será capaz de derrubar um governamente corrupto. E protestar de tal forma não é suficiente, embora muitos achem que seja. Mudanças não vêm de ”posts de impacto” ou de influência da mídia, e de sim dos únicos que tem capacidade de reverter tal situação. A verdade é que a maioria dessas pessoas são indiferentes a tudo, e só estão participando desse ‘protesto’ porque há uma grande massa de gente  participando, entre celebridades emergentes, sub-celebridades e afins. Se não vai protestar nas ruas, para que protestar na internet?  Tem alguma coisa mais rídicula do que Ashton Kutcher ter que mostrar aos brasileiros que só eles podem mudar sua própria política? É, eu não acho.

forasarney_baixa

posted by Nina R. in Política and have No Comments